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18 de nov de 2013

Mister Paulão (O Rei do Black Power)

 Mister Paulão, um dos precursores da Black Music no Rio e no Brasil. sua incursão no mundo black começou há mais de 40. Filho de lavadeira e sem pai, ele se encantou com ícones pouco conhecidos em Rocha Miranda, onde morava, e começou a reunir amigos todo sábado atrás do armazém do seu Hélio para ouvir clássicos de James Brown, Marvin Gaye e Diana Ross. Certa vez, por propaganda de um amigo, foi chamado para tocar numa festa no clube Botafoguinho, em Guadalupe. “Nunca tinha tocado em lugar nenhum, foi um estouro. O dono do clube perguntou se eu queria ficar tocando lá todo sábado, mas não tinha nenhum equipamento”, lembra. O Mister Paulão nasceu graças ao patrão de uma financeira na qual trabalhava, que comprou tudo para ele. Ao lembrar do gesto, o DJ cai em lágrimas. Em 1974, ele fundou a equipe de som Black Power . “Nós fizemos o pessoal lá conhecer esse tipo de música. Eu toco e gente que nunca ouviu começa a dançar”, gaba-se sorridente. Paulo ainda trabalhou por oito anos na financeira, e depois foi emprestar seu talento para a música em tempo integral. Por vários anos, promoveu baile no Grêmio de Rocha Miranda que atraía 4 mil pessoas todo domingo. Lançou três discos da equipe Black Power. Hoje leva cerca de 700 pessoas toda quinta para seu baile na rua abrindo os trabalhos com o bordão clássico “ui ui ui ai ai ai, muita alegria, muita descontração, é o mister Paulão DJ, o amigo de vocês faz a festa!”. Dançarino de peso, Paulão é casado e tem um filho de 34 anos que “não veio ainda para a black music como deveria”. Aos 62 anos, Paulão toca em eventos para os quais é convidado e criou empresa para agenciar novos talentos. Foi divulgador artístico e consultor de gravadoras como Universal Music, Warner, Som Livre e CBS por quase 35 anos. Para ele, hoje faltam pessoas capazes de identificar novos sucessos e espalhar a novidade. “Tá faltando novos talentos. Não só para tocar, mas para fazer história, ganhar seguidores. Os jovens precisam ser mais profissionais e humildes”, ensina. Para ele, um bom DJ, além de ter boas músicas, precisa saber tocar cada uma na hora certa. “Não adianta fazer boa mixagem de música ruim com outra pior ainda”, alerta.